O presidente Lula viajou para a Índia, onde participa desde esta quinta-feira, 19, da Cúpula de Impacto de Inteligência Artificial, que termina nesta sexta. No sábado, ele será recebido em visita de chefe de Estado pelo presidente do país asiático, Narendra Modi, e cumprirá uma agenda de encontros bilaterais. Onze ministros acompanham o petista.
Em discurso feito na cúpula, Lula comparou a importância da IA a outras tecnologias já consolidadas, como a aviação e a engenharia genética, e destacou pontos positivos e negativos de seu uso. Ele ressaltou as vantagens da Inteligência Artificial para a produtividade industrial, os serviços públicos, a medicina e a segurança alimentar e energética.
Pelo lado dos riscos, o presidente alertou para a gravidade de práticas “nefastas” como discursos de ódio, desinformação, pornografia infantil e violência contra as mulheres. Lula também voltou a defender a regulamentação das big techs.
Esses mesmos assuntos foram discutidos nesta quinta-feira pelo petista com o CEO do Google, Sundar Pichai. A conversa também tratou de investimentos no Brasil. No mesmo dia, Lula se encontrou com o presidente da França, Emmanuel Macron, que o convidou para participar da próxima reunião de cúpula do G7, marcada para junho na cidade francesa de Evian.
Da índia, a comitiva brasileira segue para a Coreia do Sul. Na volta ao Brasil, Lula deve bater o martelo sobre a chapa do PT para o governo de São Paulo. A maior expectativa é sobre a candidatura do ministro Fernando Haddad (Fazenda), que acompanha o presidente na Ásia e ainda não anunciou se concorrerá nas próximas eleições, ao governo ou ao Senado.
A ressaca do Carnaval de Lula
Homenageado pela escola de samba Acadêmicos de Niterói, o presidente Lula teve algumas dores de cabeça com as repercussões da representação de setores conservadores em latas de conserva. A encenação desagradou, principalmente, a setores evangélicos. O Planalto tratou de negar qualquer participação no desfile, atribuiu tudo à escola de samba.
Além desse desgaste, Lula ainda terá de enfrentar as ações que a oposição entrará na Justiça com acusações sobre uso de dinheiro público e campanha antecipada. O petista também precisou lidar com uma crise familiar, revelada na quinta-feira, 19, pela colunista da Folha de S. Paulo Mônica Bergamo: um desentendimento entre sua filha Lurian e a primeira-dama. A causa do bate-boca foi o fato de Janja não ter deixado Lurian acompanhar o pai no camarote da Sapucaí.
Mendonça deu mais poder para a PF no caso do Banco Master
Em decisão tomada nesta quinta-feira, 19, o ministro André Mendonça, do STF, reviu encaminhamentos dados pelo seu antecessor na relatoria do processo sobre o Banco Master, Dias Toffoli. Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal estabeleceu o que chamou de “fluxo ordinário” das ações e derrubou determinações de Toffoli que restringiam o trabalho de peritos e investigadores.
Dino aumentou o controle sobre os salários do funcionalismo
O ministro do STF Flávio Dino proibiu a criação de novas leis que permitam o pagamento de salários acima do teto do funcionalismo público. Em despacho publicado nesta quinta-feira, 19, ele tornou mais rigoroso o controle sobre os “penduricalhos” que facilitam o pagamento de rendimentos que extrapolam o limite estabelecido pela Constituição. Essa decisão complementa determinações anteriores de Dino, que ordenou que os órgãos públicos dos três poderes, nas esferas federal, estadual e municipal, revejam os pagamentos ilegais.
Vice da chapa de Paes será do MDB
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, acertou com o MDB a indicação para a vaga de vice em sua chapa para o governo do estado. O nome escolhido é o de Jane Reis, irmã de Washington Reis, presidente do MDB estadual.
Embora tenha o apoio de Lula, ao fechar esse acordo, Paes faz um aceno para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto. Reis já anunciou que apoiará o filho do ex-presidente.
