Aliados de Flávio Bolsonaro pintam um cenário desafiador para Lula na relação com o Congresso, o que é óbvio, caso o petista seja reeleito.
Mas a verdade é que, ganhe quem ganhar, não haverá nada de novo em Brasília nesse ponto.
O Congresso, empoderado pelo controle das emendas e provavelmente um pouco mais à direita, continuará tendo vida própria. Ao governo da vez restará compor com o Centrão, como de praxe.
O eixo de poder mudou, sem aparente ponto de retorno.
O Congresso não depende mais do Executivo, que, por sua vez, passou a depender do STF.
O presidente eleito em outubro indicará pelo menos quatro ministros do Supremo. A relação com a corte, com ou sem eventuais impeachments no meio do caminho, será, portanto, muito mais relevante do que com o Parlamento, que manterá seu voo solo.

