A coluna informou no início do mês que quatro nomes eram cogitados para substituir Alexandre Padilha na Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula. A lista de então incluía Jaques Wagner, José Guimarães, Isnaldo Bulhões e Silvio Costa Filho. Pois nos últimos dias um novo nome passou a ser considerado: o de Alexandre Silveira.
Em alta com Lula, que garantiu publicamente que ele não deixaria de ser ministro na reforma, o chefe de Minas e Energia tem sido avaliado como uma indicação para azeitar as relações do Palácio do Planalto com o Centrão — mesma razão que poderia levar ao cargo Isnaldo, líder do MDB na Câmara, ou Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos, correligionário e muito amigo de Hugo Motta.
Jaques Wagner e José Guimarães seriam opções para manter o PT no comando da articulação política. Jaques é reconhecido por sua capacidade de articulação política e bom trânsito entre diferentes partidos, apesar de atualmente ter uma relação ruim com Rui Costa, chefe da Casa Civil.
José Guimarães, líder do governo na Câmara, é próximo da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que deve assumir a Secretaria-Geral da Presidência. Sua indicação poderia fortalecer excessivamente a ala ligada a Gleisi dentro do governo.
Já Padilha deve ser o novo ministro da Saúde, no lugar de Nísia Trindade. A mudança fortaleceria o papel da Saúde na articulação política, especialmente por ser o ministério a quem são destinadas a maioria das emendas parlamentares.