Em uma de suas últimas viagens internacionais antes da eleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcará na próxima quinta-feira, 16, para a Europa, onde visitará Barcelona, na Espanha, Hannover, na Alemanha, e a capital portuguesa, Lisboa, levando uma comitiva de pelo menos 20 ministros e autoridades governamentais, para uma agenda com um viés marcadamente comercial.
Até as eleições, Lula ainda avalia a possibilidade de mais duas viagens para o exterior. Ele foi convidado pelo presidente francês, Emmanuel Macron, para participar do G7, que acontece em Evian, nos alpes franceses. Nesse caso, o presidente ainda não decidiu se aceitará o convite. Em setembro, porém, Lula pretende fazer uma pausa na campanha para abrir a 81ª Assembleia Geral da ONU, nos Estados Unidos.
A viagem para a Europa acontece a menos de duas semanas da entrada em vigor de parte do acordo Mercosul–União Europeia. Embora não exista nenhum encontro específico sobre o acordo, o governo entende que será possível demonstrar a capacidade de negócios e de interação entre o setor privado brasileiro e europeu apresentando uma “vitrine” de negócios a serem incrementados no contexto da relação entre os dois blocos.
Em Barcelona, a agenda do presidente inclui encontros reservados com empresários brasileiros e espanhóis, dez de cada país, setores diversos como energia, agronegócio, telecomunicação, transporte, infraestrutura, seguradoras e banqueiros.
Além disso, o governo brasileiro também pretende assinar com a Espanha um memorando de cooperação em relação à exploração de minerais críticos e terras raras, a exemplo do que foi feito com a Coréia do Sul em fevereiro deste ano.
Na Alemanha, Lula participará do encontro econômico em Hannover, onde o Brasil tem um estande, além da abertura do 42º encontro econômico Brasil- Alemanha, com cerca de 500 empresários. Já em Lisboa, a agenda tem um caráter mais institucional. Lula terá encontros com o primeiro-ministro Luís Montenegro e com presidente António José Seguro.
Também acompanharão o presidente o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, os presidentes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, da Petrobras, Magda Chambriard, e do Fiocruz (Instituto Oswaldo), Mario Moreira.