A decisão da Petrobras de reajustar o preço do querosene de aviação em 55% nesta quarta-feira, 1º, afetará a inflação de abril e trará ainda mais mais pressão para o Banco Central. No primeiro trimestre de 2026, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou resultados mensais negativos e o preço das passagens deve ser o vilão do quarto mês, diante do reajuste do combustível usado nas aeronaves. 

O querosene se é um dos principais custos das companhias aéreas e chega a 30% das despesas das empresas. Com o reajuste, a tendência é de que as passagens fiquem mais caras ao longo do mês. Nas contas do BC, o IPCA de abril deve registrar alta de 0,42%, segundo projeção divulgada no Relatório de Política Monetária. O documento foi publicado antes da decisão da Petrobras. 

Como mostrou o PlatôBR, uma série de pressões inflacionárias têm entrado no radar da autoridade monetária nas últimas semanas. O risco de um “Super El Niño” em 2026, que afetaria o preço dos alimentos, eventuais repasses para os preços em decorrência da fim da escala 6×1 e medidas do governo que podem reduzir juros e estimular o consumo são acompanhadas com lupa pelo técnicos do BC.