Os fundos imobiliários têm ganhado força entre investidores brasileiros e se consolidado no cenário econômico do país como uma alternativa de geração de renda e diversificação de patrimônio. O avanço do setor foi destaque no painel “Fundos imobiliários: uma nova fonte de renda como tese de investimento”, durante o Conexão 2030, evento do PlatôBR em parceria com a Lotus

Especialista em fundos imobiliários e sócio da Suno, Marcos Baroni destacou a forte expansão do setor no Brasil, que cresceu vertiginosamente na última década. “Essa modalidade ganha um pouco mais de atratividade no Brasil principalmente depois de 2010. Para se ter uma noção da escala, até 2016 nós éramos menos de 100 mil investidores. Hoje, somos 3,25 milhões de investidores apenas no Brasil.”

Para Baroni, o avanço dos fundos imobiliários mostra a aproximação cada vez maior entre o mercado financeiro e o setor imobiliário, movimento que também foi destacado por Luiz Hernandez, co-CEO da Lotus, a empresa de maior destaque hoje no mercado da construção de Brasília.

Hernandez defendeu que o acesso ao mercado de capitais depende de pilares como governança, credibilidade e qualidade dos empreendimentos.  “A Lotus está à frente do seu tempo. Hoje conseguimos acessar o mercado de capitais porque construímos uma governança muito sólida, com foco em sustentabilidade, qualidade dos serviços e credibilidade. Nós sempre pensamos em desenvolver um produto que converse com o mercado financeiro. Estamos próximos desse objetivo”, disse. 

O co-CEO da Lotus lembrou ainda que a empresa trabalha para desenvolver produtos conectados às exigências dos investidores. “O grande diferencial da Lotus é justamente essa capacidade de fazer negócios com grandes instituições e outros players do mercado. Construímos uma base muito sólida nos últimos anos, e isso permitiu que a empresa conquistasse espaço no mercado de capitais.”

A expansão do segmento também tem despertado o interesse de investidores institucionais. O gerente de investimentos da Funcef, Edevaldo Siqueira Gaudencio, destacou a retomada da análise de investimentos em fundos imobiliários pela fundação após mudanças regulatórias.

“Os fundos imobiliários, principalmente os fundos imobiliários de renda, não têm esse nosso objetivo de substituir o pagamento do INSS. Mas essa história foi reanimada, por assim dizer, a partir de 2018, quando o governo federal determinou que os nossos papéis se integralizassem em 2030”, afirmou Gaudencio.