O escritor Michel Laub lança em abril pela Companhia das Letras um novo livro que parte de uma pergunta improvável: o que a obra de Renato Russo teria em comum com a do Nobel J. M. Coetzee.

Em “Verão na névoa”, Laub constrói um híbrido de ensaio cultural e memória pessoal, tendo como fio condutor sua relação com a cocaína e outras drogas. A partir dessa experiência, o autor investiga os impasses pessoais e intelectuais que o atravessam.

O livro revisita episódios de sua própria história, e ironiza lugares-comuns da psicanálise e das narrativas de superação que costumam marcar relatos sobre dependência.