Os gestos de paz entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro precisaram obedecer ao mesmo roteiro do rompimento: foram feitos em vídeo. Nos bastidores, a reconciliação foi cuidadosamente costurada por aliados dos dois lados da família para encerrar uma crise que cobrava um preço político alto na campanha presidencial.
“A desavença veio por vídeo, a conciliação também”, disse a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, em entrevista ao PlatôBR, feita em parceria com a Léo Dias TV, que será exibida nesta segunda-feira, 27.
A governadora, que participou ativamente da reconciliação, confirmou que o acordo foi costurado por interlocutores próximos aos dois. “Não, a gente não pode falar que foi natural”, afirmou. Segundo ela, políticos como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e outros aliados trabalharam para “costurar esse ajuste que precisava acontecer”.
Celina disse que, embora a reconciliação tenha sido vista como um movimento político, Michelle vivia o conflito de forma muito pessoal. “Quem olha de fora vê os políticos. Quem convive no dia a dia vê a família”, afirmou. Para a governadora, o objetivo era devolver a “paz” ao ambiente familiar.
Para a governadora, Flávio não saiu enfraquecido da crise. “Ele não ficou menor. Ficou maior ainda”, resumiu.

