A demora de Esther Dweck em atualizar o Siape (Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos) colocou o Ministério da Gestão e Inovação no alvo de policiais civis do Distrito Federal. Embora o governo do Distrito Federal e a cúpula da corporação tenham protocolado, dois dias após a sanção da lei, o pedido para as alterações necessárias, o sistema eletrônico ainda não incorporou as novas regras. Na prática, os servidores continuam arcando com descontos que consideram indevidos.
O documento foi encaminhado em 30 de abril diretamente ao Ministério da Gestão e detalha cinco ajustes técnicos, entre eles o fim da cobrança previdenciária sobre valores acima do teto do INSS para policiais que ingressaram após a reforma da Previdência. Integrantes da categoria interpretam a lentidão como uma disputa política travada pelo fato de a governadora Celina Leão (PP) integrar a oposição ao governo Lula (PT).
Os policiais temem que o “banho-maria” alimente a insatisfação da categoria a ponto de o próprio Planalto escalar um interlocutor alinhado com o atual governo, que retiraria do forno uma solução já pronta para, logo após, reivindicar a autoria do resultado.