O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão de Léo Índio, sobrinho de Jair Bolsonaro, devido à sua fuga para a Argentina. A decisão foi tomada na tarde desta quarta-feira, 2.
Moraes atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Escreveu o PGR: “Ao se evadir para a Argentina, Leonardo Rodrigues de Jesus deliberadamente descumpriu medida cautelar alternativa à prisão, evidenciando sua insuficiência, o descaso com a aplicação da lei penal e o desrespeito às decisões emanadas pelo Supremo Tribunal Federal.”
Léo Índio não estava expressamente proibido de deixar o Brasil, mas, segundo o entendimento de Gonet, o cancelamento de seu passaporte "visa à proibição de fuga do réu do país", mesmo que, para entrar na Argentina, o documento não seja necessário.
Réu no STF por participação nos atos golpistas de 8 de Janeiro, Léo Índio está há pelo menos um mês na Argentina. Como revelou a coluna, o sobrinho de Bolsonaro pediu asilo político no país de Javier Milei, alegando "perseguição política".
Na última semana, o STF solicitou explicações sobre a ida de Léo Índio para a Argentina. À Corte, ele enviou apenas sua permissão de estadia no país, válida até junho deste ano.