No entorno de Lula, há quem defenda evitar a estratégia de atrelar Flávio Bolsonaro ao caso das rachadinhas. O argumento é que essa abordagem teria baixa efetividade eleitoral e ainda abriria espaço para a fácil associação, por parte dos adversários, do PT ao mensalão e ao petrolão.

Nos bastidores, a avaliação é de que o foco deve ser outro: colar Flávio à figura do pai e explorar o discurso da soberania nacional. A ideia é deslocar o eixo do debate, hoje ainda muito centrado nos atos de 8 de janeiro de 2023, para uma narrativa que envolva os movimentos de Donald Trump e apresente Flávio como alguém disposto a alinhar o país aos interesses dos Estados Unidos — fala-se muito na pecha de “entreguista”.

A estratégia passa por associar o filho do ex-presidente à “inconsequência da extrema-direita”, com o objetivo de conquistar a fatia do eleitorado de centro considerada decisiva para uma eventual reeleição de Lula.