No Palácio do Planalto, a decisão do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), de deixar a relatoria do caso Master, foi recebida com certo alívio, afirmaram ao PlatôBR interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A preocupação entre auxiliares do petista era de que a percepção sobre a condução das investigações pudesse contaminar negativamente a avaliação sobre o governo, primeiro porque muitas pessoas não conseguem dissociar Executivo e o Judiciário e, depois, porque Toffoli foi indicado por Lula, em 2009.

Por outro lado, há o temor de que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e próprio governo sejam alvos de represálias por parte do STF. Coube a Rodrigues levar ao presidente da Suprema Corte, ministro Edson Fachin, um relatório que lista as menções a Toffoli encontradas nos celulares apreendidos na operação que mirou o Banco Master, entre eles os aparelhos do banqueiro Daniel Vorcaro. Há menções a pagamentos ao ministro. A iniciativa do diretor da PF repercutiu negativamente entre ministros do STF.