A defesa de Jair Bolsonaro responderá a Alexandre de Moraes o que considera evidente: o ex-presidente não autorizou o vídeo produzido com inteligência artificial que utilizou a imagem dele e foi exibido na convenção do PL, no último sábado.
Com isso, os advogados devolvem a questão ao ministro do STF, que poderá decidir se avança com alguma punição ao PL e ao candidato do partido à Presidência, Flávio Bolsonaro.
Nos bastidores do PL, o novo embate entre Moraes e o bolsonarismo reforça a percepção de que há uma perseguição ao ex-presidente e ao grupo político.
“Não devemos tratar isso como algo isolado. É apenas mais um capítulo dessa novela. A democracia brasileira está disfuncional. Ou refundamos a República com uma ampla reforma institucional, ou isso só vai piorar. Hoje é com Bolsonaro; amanhã pode ser com qualquer um”, afirmou à coluna o deputado Marco Feliciano (PL-SP).
Na mesma linha, o deputado José Medeiros (PL-MT) disse que o partido já “precificou” as decisões de Moraes.
“Estamos diante de um juízo de exceção. Esse juiz nos trata como inimigos do Estado e utiliza a teoria do direito penal do inimigo. Se essa mesma interpretação fosse aplicada às facções criminosas, elas já teriam sido desmanteladas”, comentou.

