A menos de quatro meses da eleição, a coordenação jurídica da campanha do presidente Lula por mais um mandato ainda não foi definida, mesmo com a previsão de que muitas questões serão levadas à Justiça por causa da polarização da disputa.
Até o momento, dois nomes foram chamados pelo presidente do PT, Edinho Silva, para compor a equipe: Pierpaolo Bottini e Angelo Ferraro, que teve seu contrato renovado com o partido. No entanto, Lula já havia convidado o advogado Marco Aurélio de Carvalho para coordenar a área.
Fontes do PT apontam que, por não ter sido responsável pelas contratações, Carvalho pode não aceitar ficar a frente da área jurídica da campanha. Se isso ocorrer, ele pode ser deslocado para atuar em São Paulo, coordenando a campanha de Lula no estado e fazendo a interface com a campanha de Fernando Haddad ao governo. Haddad também já o teria convidado para a função.
A decisão ainda depende de uma conversa de Lula com Carvalho, que deve ocorrer no final desta semana, depois que o presidente retornar da viagem que à França, onde participa como convidado do encontro de cúpula do G7.
Lançamento
O lançamento oficial da campanha de Lula ocorrerá em São Paulo, e o partido prepara, com aliados, um grande evento em conjunto com a chapa de Haddad. A data ainda está sendo definida, e a ideia é que seja em um fim de semana, no último de julho ou no primeiro de agosto.
Ainda há pontos a serem fechados e um deles refere-se à relação com PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. A principal pendência é a definição do vice de Haddad. O PT defende que a vaga seja de Márcio França, que resiste a aceitar esse papel na eleição. França prefere ser candidato ao Senado, mas Simone Tebet, que migrou para o PSB, e Marina Silva (Rede) têm preferência dos petistas para as duas vagas.
Márcio França já ameaçou lançar seu nome avulso e, de acordo com interlocutores do PSB, pode até ficar sem disputar, caso não seja possível o espaço na chapa de Haddad.