A eventual possibilidade de o Banco Central influenciar os rumos da eleições, às vezes ventilada em discussões políticas em Brasília, foi veementemente negada pelo presidente da autarquia, durante a entrevista coletiva do Relatório de Política Monetária nesta quinta-feira, 25.  

“Para qualquer um que está no mercado, [essa versão] não cola. Se você entende como funcionam as defasagens da política monetária, não tem cabimento falar que qualquer decisão hoje possa ter qualquer efeito na economia com impacto na eleição”, disse o presidente do BC.

Segundo Galípolo, qualquer especulação em torno desse assunto mostra desconhecimento sobre o funcionamento da política monetária, que atua em horizontes mais longos, com efeitos práticos que variam de 12 a 18 meses à frente.

“Imaginar que uma decisão agora [de corte], em especial de 0,25 ponto percentual, com a taxa de juros restritiva do jeito que está é descabida”, acrescentou.