Lideranças do Centrão vêm aconselhando Tarcísio de Freitas a esperar “o máximo que puder” para apoiar explicitamente a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Embora integrantes do grupo digam publicamente que a postulação de Flávio é irreversível, a avaliação é que a falta de unanimidade em torno do nome do senador pode fazer com que o PL desista de lançá-lo como candidato ao Palácio do Planalto. Por isso, Tarcísio deve, como aconselham essas lideranças, evitar firmar um posicionamento.

Até agora, o governador de São Paulo disse apenas que irá “ajudar no que for preciso” na candidatura de Flávio. O PL, entretanto, espera um apoio mais incisivo de Tarcísio, ex-ministro de Jair Bolsonaro eleito ao Palácio dos Bandeirantes com apoio do ex-presidente.

Flávio Bolsonaro disse recentemente que, “no momento certo”, Tarcísio irá declarar “um apoio mais explícito”.

O PL ainda não tem um plano estabelecido para conquistar a adesão de partidos do Centrão à candidatura de Flávio. O esperado é que, com o senador crescendo nas pesquisas, lideranças desse campo passem a aceitar o nome escolhido por Bolsonaro.

No último levantamento divulgado pela Genial/Quaest, nessa quarta-feira, Flávio avançou em seu patamar de intenções de votos e marcou entre 23% e 32% de preferência nos cenários de primeiro turno. No segundo turno contra Lula, o filho de Jair Bolsonaro teve 38% das intenções de voto contra 45% de Lula. Sua rejeição recuou de 60% em dezembro para 55% em janeiro.

Tarcísio, por sua vez, foi testado em três cenários de primeiro turno e aparece com desempenho entre 9% e 27%. No segundo turno contra o presidente, o governador ficou com 39% ante 44% de Lula. A rejeição ao nome de Tarcísio é de 43%.