O candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, atribuiu parte de seu desempenho no primeiro turno à decisão do ministro Dias Toffoli, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que suspendeu seus perfis nas redes sociais em agosto, quando despontava em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, com 4%. “Toffoli me matou ali”, afirmou em entrevista ao Política em Minutos, parceria do PlatôBR com a LeoDias TV.

Renan, que terminou o primeiro turno em quarto lugar com 2,24% dos votos, afirma ter sido prejudicado pela decisão do ministro relator do registro da chapa no TSE, que suspendeu a propaganda eleitoral do candidato do Missão nas redes sociais, os repasses do Fundo Eleitoral e a participação dele em debates. Toffoli argumentou à época que a lista de perfis da campanha só havia sido entregue à Justiça Eleitoral em 19 de agosto, 12 dias após o pedido de registro da candidatura, apresentado em 7 de agosto. Contas do presidenciável foram retiradas do ar por plataformas como YouTube, Instagram e Facebook. No dia seguinte, 1º de setembro, Toffoli liberou a propaganda eleitoral da chapa.

Para Renan, o dano causado pela decisão original não foi revertido com a devolução dos perfis. “Foi, o Toffoli me tirou minha candidatura e quando devolveu minhas redes, elas voltaram todas quebradas. O algoritmo não funcionava mais”, disse. “Porque é realmente quando derrubam um perfil, se ficar tudo cheio de flag, ele não volta bombando. Então, ali meio que morreu qualquer chance da candidatura dar certo.”

O presidenciável classificou o episódio como “um negócio muito pesado, totalmente arbitrário”. Renan também atribuiu parte do resultado às regras eleitorais. “As regras do TSE também mataram. A campanha não tem dinheiro”. Segundo Renan, sua campanha custou entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,3 milhão, enquanto candidatos a deputado federal eleitos como Lucas Pavanato (PL) e Erika Hilton (PSOL) — ambos entre os mais votados de São Paulo — gastaram “mais de R$ 3 milhões cada uma”.