O PT de Minas Gerais decidiu lançar uma candidatura própria ao governo do estado, depois da desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em puxar o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado. A decisão, apesar de ser considerada a alternativa mais “altiva” do partido, que tenta deixar para trás o desastre da gestão do ex-governador Fernando Pimentel, último petista a assumir o poder em Minas, foi tomada em meio a várias críticas endereçadas ao PT nacional.

Alguns petistas mineiros consideram que o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, falhou ao não negociar o apoio do PDT em Minas Gerais quando o PT decidiu sacrificar a candidatura de Edegar Pretto, no Rio Grande do Sul, em nome de levar o apoio à deputada estadual Juliana Brizola (PDT), que se lançou na corrida pelo Palácio Piratini. “Edinho errou ao não costurar o apoio do PDT no âmbito nacional”, criticou reservadamente um petista do estado.

Em defesa de Edinho, outro petista lembrou que, na época, a aposta de Lula ainda era em Pacheco e que, por isso, o presidente do PT estaria de mãos atadas para fazer uma proposta ao PDT mineiro, que hoje tem como pré-candidato Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte e que tem feito um discurso de distanciamento dos petistas locais.

Fase do “não”
Apesar da decisão tomada pelo PT no fim de semana, a disputa interna no partido hoje é para “não” ser o nome a encabeçar a chapa. A briga dos petistas cotados é por ficar no lugar em que estão. Duelam nesse ringue Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, e o deputado federal Reginaldo Lopes.

Os dois são nomes fortes para o Senado, no caso se Marília, ou para se reeleger deputado, no caso de Reginaldo Lopes, que também sonha em se lançar ao Senado. O partido, no entanto, defende que um dos dois esteja na cabeça de chapa.

Apesar da resistência, os dois terão seus nomes testados nas pesquisas a partir de agora.