NOVA YORK — Enquanto o governo Donald Trump critica o Pix e investiga eventuais práticas anticompetitivas contra empresas de cartões americanas, executivos de grandes instituições financeiras do país já se renderam à tecnologia brasileira criada pelo Banco Central.
“Tenho inveja do que o Banco Central do Brasil fez ao criar o Pix. Gostaria que tivéssemos isso aqui”, afirmou o CEO da BlackRock, Larry Fink (foto), durante um dos eventos da Brazil Week, a semana de conferências realizada anualmente em Nova York para discutir as relações entre Brasil e Estados Unidos.
O comentário tem peso significativo, já que Fink administra a maior gestora de ativos e investimentos do mundo, sediada nos Estados Unidos e com mais de US$ 12,5 trilhões na carteira.
Segundo o executivo, poucos países conseguiram construir uma infraestrutura digital com aceitação tão ampla pela população quanto o Brasil. “O Brasil tem uma vantagem”, afirmou Fink em um evento promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham).