A correria para realizar a eleição que escolheu Douglas Ruas (PL) como novo presidente da Alerj resultou em sequelas na política do Rio de Janeiro. Presidente do TJRJ, o governador interino Ricardo Couto acolheu o pedido da oposição e anulou o resultado da sessão realizada, nesta quinta-feira, 26, para restabelecer a linha sucessória do estado.

O PSD, partido do ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, alegou desprezo às regras regimentais e criticou o fato de a votação ter ocorrido antes da recontagem de votos determinada pelo TSE, logo após a cassação do então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), que já estava afastado do comando do Legislativo estadual. Com a decisão judicial, o governador interino aguarda a recontagem dos votos que vai redefinir as bancadas partidárias.

Ruas é a aposta do PL para disputar o governo do Rio de Janeiro em outubro contra Paes, atual líder nas pesquisas de intenção de voto. Com a eleição da Alerj e a interinidade no Executivo, Ruas contaria com uma maior exposição pública, uma das estratégias do partido bolsonarista após a renúncia do então governador, Cláudio Castro, tornado inelegível logo após. 

Sem Bacellar e Castro no páreo, Douglas Ruas se torna a peça-chave no tabuleiro político que começa a ser desenhado pelo Partido Liberal no estado. Apesar da recente anulação, o deputado segue como o projeto de disputar as eleições indiretas para o mandato tampão no Rio.