O presidente do PCO (Partido da Causa Operária), Rui Costa Pimenta, rebateu as suspeitas contra ele e a legenda que vieram à tona na Operação Causa Própria, deflagrada pela PF (Polícia Federal) nesta terça-feira, 11. A ação investiga supostas irregularidades na prestação de serviços contratados pelo partido durante campanhas eleitorais.

Em uma live, o candidato à Presidência da República se disse vítima de “perseguição política” e classificou a ação policial como “uma besteira, uma mentira”. “Para a PF, já somos culpados”, disse Pimenta. “Não há dúvida: é uma campanha política. E uma campanha para prejudicar o partido eleitoralmente”, desabafou.

Mais cedo, a PF esteve na casa de Pimenta e em um escritório ligado ao partido para cumprir mandados de busca e apreensão. A investigação apura contratos firmados pelo PCO com gráficas que somam despesas de R$ 1,8 milhão em cinco anos. Segundo o inquérito, o presidente do partido teria papel na administração dos recursos.

Em resposta, Rui Costa Pimenta negou as irregularidades, acusou a corporação de “criar um espetáculo” e criticou o nome da ação policial, que faz alusão ao nome do partido. “Juntaram os gastos do partido com impressos em quatro eleições. O serviço foi prestado, o material foi impresso e o valor foi pago. As empresas existem, não são fantasmas.”