Nikolas Ferreira está com o pé no acelerador.
Na última terça-feira, 4, conforme antecipou o colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, o deputado fez uma investida muito nos bastidores para tirar Romeu Zema da disputa presidencial. Acabou vazando.
Nikolas liderou pessoalmente um movimento que oferecia, em contrapartida, o apoio do PL ao candidato de Zema ao governo de Minas, Mateus Simões.
Zema não topou. E não vai topar: será candidato até o fim.
Mas Nikolas deu mais um passo no projeto de se tornar porta-voz de um grupo não apenas em Minas Gerais, mas nacionalmente.
O parlamentar, de 30 anos, mira uma votação novamente superior a 1 milhão de votos em outubro. Aliados e adversários não duvidam dessa possibilidade.
Mais do que isso: Nikolas quer eleger uma bancada própria para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais e para a Câmara dos Deputados. Escolheu candidatos e pretende apoiá-los intensamente.
É claro que o projeto nacional ainda pode ser considerado embrionário. Mas ele aposta em 2026 para ampliar o grupo de aliados realmente fiéis e, logo ali, consolidar-se como um nome capaz de liderar a direita, dentro ou fora do PL, com ou sem o apoio do clã Bolsonaro.
Nikolas não vai admitir, mas quer assumir o controle a ponto de se tornar, nas palavras de interlocutores, “imparável”. Mexer na corrida presidencial foi só uma das várias ações nesse sentido.

