Os resultados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que registrou a criação de pouco mais de 145 mil vagas de trabalho em junho, e do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15), com uma tímida alta de 0,06% em julho, reforçaram as apostas de quem espera uma queda de juros na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), marcada para 4 e 5 de agosto.
No caso do mercado de trabalho, o indicador do Caged veio acima do consenso de mercado, que apostava em geração de 115 mil postos com carteira assinada. Entretanto, é o menor resultado para o mês desde 2020. Na prática, o ritmo de contratações tem diminuído e essa moderação contribui para que o Banco Central tenha mais segurança para reduzir a Selic, atualmente em 14,25% ao ano.
Em relação à inflação, os resultados de junho e a parcial de julho trouxeram surpresas positivas, com dados efetivos significativamente abaixo das projeções de mercado. No caso do IPCA-15 de julho, o acumulado em 12 meses diminuiu de 4,80% para 4,52%, ligeiramente acima do teto da meta de 4,5%.
Esses resultados tendem a dar força para a equipe de Gabriel Galípolo afirmar que os juros estão excessivamente altos e que o movimento de cortar 0,25 ponto percentual é de calibração e não uma extensão do ciclo. No fim das contas, mesmo com o guerra no Oriente Médio, que elevou o preço dos combustíveis, o governo pode ter mais uma boa notícia no início de agosto.

