A movimentação para colocar Aécio Neves na corrida presidencial revela algo incontornável no campo da centro-direita: a insegurança no entorno de Flávio Bolsonaro.

Nos últimos dias, Aécio tem sido procurado por lideranças desse espectro político, estimulando-o a tentar novamente chegar ao Planalto.

O gesto carrega um recado político: por algum motivo, diante do enfraquecimento de Flávio, esse grupo não quer embarcar nas pré-candidaturas já postas, como as de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

Mesmo antes da crise deflagrada pelo áudio de Flávio cobrando dinheiro de Daniel Vorcaro, representantes de diretórios estaduais tucanos já tentavam convencer o presidente da legenda a alçar voo nacional.

Agora, o movimento ganhará discussão formal. A pedido de Roberto Freire — que sempre apostou em Eduardo Leite —, a federação entre PSDB e Cidadania se reunirá na próxima terça-feira, 26, para tratar especificamente do tema.

Aécio, por ora, tem repetido a interlocutores que está sereno e cauteloso.