A prioridade máxima do PT nacional é a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva a um quarto mandato e, diante disso, a cúpula do partido chegou a rifar candidaturas no Rio Grande do Sul, para ter no plano nacional o apoio do PDT. Em terras gaúchas a repressão à candidaturas do partido para apoiar Juliana Brizola (PDT) como cabeça de chapa gerou protestos públicos de membros do partido.
Em Minas Gerais, de uma forma mais silenciosa, integrantes da legenda cobram reciprocidade do PDT. Petistas querem que o partido fundado por Leonel Brizola deixe de lançar o nome de Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, na disputa para o governo e passe a apoiar o senador Rodrigo Pacheco (PSB), escolhido como candidato de Lula ao governo de Minas. “Aqui em Minas a gente espera esse troco”, disse um petista em conversa com o PlatôBR.
As negociações com Kalil estão sendo conduzidas pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, mesmo com o suspense que Pacheco ainda faz sobre sua decisão de ser ou não o candidato ao governo. Petistas estão cientes de que o senador do PSB só deverá anunciar seu nome no último momento. “Anunciar agora para que? Para apanhar até o dia da eleição?”, argumenta o petista.
Fontes ligadas a Pacheco também confirmam sua decisão de não se colocar como candidato faltando cerca de quatro meses para o prazo final de registro de candidatura. Vale lembrar que esse prazo termina no dia 15 de agosto. Nesta semana, o ministro José Guimarães (Relações Institucionais), no entanto, disse que a única coisa que falta para Lula resolver o palanque em Minas é o “sim” de Pacheco.