As denúncias contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no escândalo do banco Master podem protelar a votação de matérias de interesse do governo e do Congresso nas próximas semanas, afirmaram ao PlatôBR líderes governistas e integrantes das alas política e econômica da gestão petista. A oposição, entretanto, trabalha para avançar com a “pauta-bomba” em uma semana de esforço concentrado antes do recesso do Legislativo. 

De um lado, a equipe econômica espera adiar a votação da “pauta-bomba”, que tem um impacto anual estimado em R$ 111 bilhões. A avaliação no Ministério da Fazenda é de que a crise política tende a atrapalhar os trabalhos tanto na Câmara quanto no Senado, diante dos fatos recentes que envolvem os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), no escândalo do Master. 

A potencial paralisia do Congresso também pode afetar a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que amplia a autonomia do Banco Central, pois Wagner havia pedido prazo para negociar mudanças no texto com o relator, senador Plínio Valério (PSDB-AM). 

Por outro lado, a bancada do agronegócio trabalha para pautar na Câmara o projeto de lei que renegocia as dívidas dos produtores rurais. Somente esse texto, já aprovado pelo Senado, tem impacto estimado pelo Ministério da Fazenda em R$ 140 bilhões em 13 anos.