Os cálculos políticos de Cláudio Castro envolvendo possíveis novas operações policiais no Rio de Janeiro — que possam lhe render dividendos eleitorais na disputa pelo Senado, como mostrou a coluna — passam também pelo julgamento do TSE que pode resultar em sua inelegibilidade.
A leitura dentro do Palácio Guanabara é que novas operações de grande escala contra o tráfico tenderiam a elevar o custo político ao TSE de uma eventual condenação dele.
Na corte eleitoral, aproxima-se do fim o prazo do pedido de vista que suspendeu o julgamento do caso Ceperj, que apura o uso da fundação estadual para a contratação de servidores temporários com finalidade eleitoral na campanha de 2022.
O processo começou a ser analisado em novembro de 2025, quando a relatora Isabel Gallotti votou pela condenação de Castro por abuso de poder político e econômico. A análise foi interrompida por um pedido de vista do ministro Antonio Carlos Ferreira, cujo prazo termina em meados de fevereiro.
A partir daí, o caso pode voltar à pauta do plenário, ainda sem data definida. A decisão sobre quando julgá-lo cabe à presidência do tribunal. Esse intervalo passou a ser tratado como estratégico pelo Palácio Guanabara para ampliar ações na área da segurança.
É nesse contexto que o governador passou a trabalhar com a hipótese de deixar o Palácio Guanabara antes do prazo legal de desincompatibilização, que termina em abril. A ideia em discussão é sair logo após o Carnaval, ainda em fevereiro, para iniciar a campanha ao Senado.
