O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem dando seguidos sinais de que recusará o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para compor o “Conselho da Paz“, que decidirá o futuro da Faixa de Gaza.

Os indicativos ficaram ainda mais evidentes após o petista conversar por cerca de 45 minutos, na noite desta quinta-feira, 22, com o presidente da China, Xi Jinping. 

Em nota oficial, o Palácio do Planalto informou que Brasil e China são países que detêm papel central na defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre comércio.

Além disso, os dois presidentes reforçaram o compromisso com o fortalecimento das Nações Unidas como caminho para a defesa da paz e da estabilidade no mundo. Com esse posicionameno, Lula sinalizou não concordar com as propostas de Trump.

Crítico ferrenho da ONU, o presidente dos Estados Unidos tem sinalizado que o conselho criado por ele pode se sobrepor às Nações Unidas.

Em comunicado distribuído por meio da mídia estatal chinesa, Xi Jinping foi ainda mais contundente ao afirmar que Brasil e China se posicionaram “firmemente ao lado certo da história” e devem intensificar os esforços para defender os interesses comuns do Sul Global e a “salvaguardarem conjuntamente” o papel central das Nações Unidas.

Além disso, registra a nota de Pequim, diante de um cenário internacional preocupante, Lula afirmou que o Brasil está disposto a trabalhar em “estreita” colaboração com a China, defender a autoridade das Nações Unidas e fortalecer a cooperação entre os países do Brics (grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), para garnatir a paz e a estabilidade na região e além. Trump também tem criticado as propostas do bloco.