O FMI (Fundo Monetário Internacional) revisou nesta quarta-feira, 8, as projeções para o crescimento da economia brasileira. Para 2026, o organismo internacional elevou a estimativa de 1,9% para 2,4% e, para 2027, subiu de 2% para 2,2%. As previsões do fundo para o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil estão mais otimistas do que as do mercado.

A mediana das estimativas, segundo o relatório de mercado Focus, para 2026 estão em 1,99%. Para 2027, em 1,69%. Como mostrou o PlatôBR, entretanto, alguns economistas estão mais pessimistas para o desempenho da atividade econômica no próximo ano, diante dos desafios fiscais que limitam o impulso garantido pelo governo petista. 

Os juros mais altos por mais tempo, o comprometimento maior de renda das famílias, a desaceleração da oferta de crédito e a capacidade menor do governo de impulsionar a economia por meio de estímulos fiscais devem contribuir para uma desaceleração maior do PIB em 2027. Essa é a avaliação do economista-chefe do banco Pine, Cristiano Oliveira. Ele reduziu a projeção de 1,4% e para 0,8% para o ano que vem.

Em relatório aos clientes, o BTG Pactual afirmou que o cenário para o próximo ano está mais adverso, com a manutenção de uma taxa de juros em patamar elevado e um impulso fiscal “próximo da neutralidade”. “Refletindo esse ambiente, esperamos crescimento de apenas 1,1% do PIB em 2027, com assimetria baixista”, informou a instituição financeira.