Jair Bolsonaro pretende usar a leitura de livros na prisão para abater parte da pena a que foi condenado por tentativa de golpe, como noticiou a coluna nesta quinta-feira, 8. Considerado o perfil do ex-presidente, não será tarefa fácil para ele. Bolsonaro nunca escondeu que não tem o hábito de ler e, nos tempos de poder, já criticou até livros didáticos por terem “um montão de amontoado de muita coisa escrita”.

Em 2021, abordado por um seguidor a lhe pedir para que lesse seu livro, Bolsonaro não hesitou em frustrá-lo. “Desculpe, eu não tenho tempo de ler. Tem três anos que eu não leio um livro”, respondeu.

Sem as tarefas de presidente, a situação não mudou. Em janeiro do ano passado, em entrevista a uma rádio, Jair Bolsonaro disse que preferia se informar na “rede de zap”.

Reconhecido por parte do bolsonarismo como um guia intelectual, o escritor Olavo de Carvalho já declarou certa vez que não poderia ser o “guru do Bolsonaro”, porque duvidava que ele tivesse “lido um só livro inteiro”.

Pois agora, caso queira mesmo reduzir quatro dias de pena a cada livro lido, Bolsonaro terá que criar esse hábito e ainda apresentar resenhas sobre as obras.