O presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, procurou dirigentes de cinco partidos em uma tentativa de ampliar o apoio político a Dias Toffoli, mas, segundo informou a interlocutores, não conseguiu novas adesões para uma nota de solidariedade ao ministro.
Paulinho disse ter telefonado para Gilberto Kassab (PSD), Baleia Rossi (MDB), Edinho (PT), Aécio Neves (PSDB) e para Marcos Pereira (Republicanos). A movimentação buscava aumentar o número de legendas alinhadas publicamente a Toffoli, em meio à divulgação de notas partidárias sobre o caso.
Até agora, as manifestações ocorreram de forma separada. União Brasil e Progressistas divulgaram um texto conjunto em defesa do ministro, assinado por seus presidentes, Antônio Rueda e Ciro Nogueira. Não houve uma nota única reunindo todas as siglas.
Na esteira dessa iniciativa, o Republicanos foi procurado para aderir. Como a coluna informou, Marcos Pereira recusou o convite. A avaliação interna foi de que a adesão poderia trazer desgaste político.
A própria nota assinada pelo Progressistas enfrentou resistência interna. Senadores da legenda, entre eles Tereza Cristina, afirmaram que o texto não representava a posição da bancada no Senado.
As notas de apoio das siglas foram publicadas após o nome de Toffoli ser citado em um relatório da Polícia Federal que trata do caso Banco Master, o que levou o ministro a deixar a relatoria do processo e desencadeou uma reação política.
Paulinho da Força, Kassab, Baleia Rossi, Edinho e Aécio Neves foram procurados para comentar a tentativa de articulação feita pró-Toffoli, mas não responderam até o momento de publicação. O espaço segue aberto para manifestações.
