A Polícia Federal informou a Alexandre de Moraes que não teve acesso completo às gravações da megaoperação realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro em outubro de 2025, tornando-se a mais letal do Brasil.
A PF argumentou que o material disponibilizado pelo governo estadual não permite a realização da perícia determinada pelo ministro em novembro daquele ano.
Segundo a PF, Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro enviou links para acesso às imagens captadas por câmeras corporais de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) durante a Operação Contenção. Ao acessar a plataforma indicada, os peritos identificaram a existência de 945 vídeos.
Apesar do volume de arquivos, a Polícia Federal disse ao ministro que o acesso foi limitado porque apenas a funcionalidade de reprodução direta dos vídeos está disponível, sem possibilidade de download. Essa restrição, segundo a corporação, inviabiliza a extração dos arquivos para preservação, análise técnica e eventual realização de perícia.
Outro problema apontado foi a ausência de mecanismos adequados de verificação de integridade. A corporação identificou a presença de código de verificação para apenas um dos vídeos, sem informações equivalentes para os demais arquivos, o que compromete a checagem se a gravação foi violada ou não.
Diante das limitações, a Polícia Federal solicitou que o STF determine ao governo do Rio de Janeiro o envio dos arquivos em mídia física, no formato original.