Valdemar Costa Neto tem intensificado as pressões para emplacar o vice de Tarcísio de Freitas, conforme a coluna informou que ele faria. A aposta do PL é aproveitar o momento de estremecimento na relação entre Tarcísio e Gilberto Kassab para tomar o lugar do PSD ao lado do governador na chapa à reeleição.
O governador e Kassab tiveram alguns atritos públicos desde janeiro, quando o chefe do PSD declarou que Tarcísio deveria evitar uma postura de submissão em relação a Jair Bolsonaro. O governador não gostou da avaliação externada pelo aliado.
Aliados de Valdemar esperam que a relação de Tarcísio com o PSD esfrie ainda mais após a saída de Kassab do governo paulista, até abril, para se dedicar às articulações do partido nas eleições deste ano.
Na próxima sexta-feira, 27, o PL terá uma oportunidade de ampliar o lobby pela vice de Tarcísio de Freitas com pompa e circunstância — em um palco politicamente muito simbólico para as pretensões do partido.
Valdemar vai receber na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) o Colar de Honra ao Mérito Legislativo, a mais alta honraria da Casa. Tarcísio deve ir ao evento, assim como Flávio Bolsonaro. O presidente do PL quer que o companheiro de chapa do governador seja exatamente o presidente da Alesp, André do Prado. O presidente do PL tem dito que o partido tem direito à vaga por ser dono da maior bancada de deputados estaduais.
Tarcísio de Freitas, no entanto, rechaça a tese de algum partido ter “direitos” sobre a posição de vice. Tarcísio gostaria de manter Felício Ramuth, do PSD, como companheiro de chapa. Nos últimos dias, ele minimizou as investigações de autoridades de Andorra sobre Ramuth e a esposa dele por suposta lavagem de dinheiro.
