General da reserva, Luiz Eduardo Ramos foi alçado à vida política em Brasília quando Jair Bolsonaro, um de seus amigos mais antigos, chegou ao poder.
Passou por três ministérios, todos no Palácio do Planalto: Secretaria de Governo, Secretaria-Geral da Presidência da República e Casa Civil. Pela boa relação com lideranças do Congresso que acabaram conquistando espaço no governo, ficou conhecido como “o general do Centrão”.
Diferentemente de outros militares do governo Bolsonaro, Ramos não foi incluído nas investigações sobre os atos de 8 de janeiro de 2023.
Desde que Jair deixou a Presidência, o general voltou para Resende, no Rio de Janeiro, onde mora.
Ele se afastou por completo da política e preferiu levar uma vida mais reservada. Aos 70 anos, ocupa o tempo viajando a passeio e para visitar as duas filhas e netos. Uma mora em São Paulo; a outra, na China, onde o genro trabalha para a Vale.
Ramos também se afastou da caserna. Não tem circulado pelos quartéis e guarda mágoa do atual comandante do Exército, pois se considera injustiçado pela forma como passaram a tratá-lo.

