Mesmo após Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, vetar a senadora Tereza Cristina (MS) na composição da chapa presidencial liderada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aliados da parlamentar ainda acreditam que há chance de ela ser candidata a vice.
Na última semana, as negociações em torno da entrada de Tereza na chapa ganharam força, inclusive com o envolvimento direto do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Entretanto, o banho de água fria veio na última sexta-feira, 31, com o veto de Ciro.
A esperança dos aliados da senadora reside no empenho do próprio Tarcísio, de parte significativa dos empresários do agronegócio e do mercado financeiro, que defendem que a aliança pode garantir votos, sobretudo entre mulheres e conversadores moderados.
Para os mesmos aliados, a participação da parlamentar garantiria um selo de credibilidade para a chapa, diante das sucessivas crises nos últimos meses envolvendo Flávio Bolsonaro. Em último caso, interlocutores da senadora afirmam que ela poderia até substituir o herdeiro de Jair Bolsonaro, caso um escândalo maior o atinja.
Dessa forma, o legado da família Bolsonaro, defendem os auxiliares de Tereza, seria preservado e ela teria reais chances de vitória ao agregar votos de setores da sociedade rejeitam o PT, mas também resistem a votar em integrantes da família do ex-presidente.

