Os rumores sobre a intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de indicar a ministra Daniela Teixeira, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), para a vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) esbarram na indignação do presidente com a derrota imposta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), à indicação do ministro Jorge Messias (Advocacia-Geral. Lula ainda não engoliu o revés e, a contar por relatos de pessoas próximas, não estaria disposto a perdoar Alcolumbre tão cedo. 

Entre os mais próximos do presidente, a ideia predominante é que ele insistirá no nome de Messias, no entanto, espera um tempo mais propício para reencaminhar a indicação, mesmo com o impedimento expresso no regimento interno do Congresso de apreciação do nome do ministro nessa mesma legislatura.

As condições esperadas por Lula levam em conta seu desempenho eleitoral. Se perceber condições favoráveis à sua reeleição, a aposta do petista é de que contará com boa vontade de Alcolumbre, tanto para pautar a indicação, quanto para mudar o regimento, além de boas chances de aprovação do nome do ministro. Se a eleição continuar em um clima de indefinição, como o atual momento, Lula só deverá refazer a indicação depois da disputa nas urnas.

Quanto à velha cobrança sobre a indicação de uma mulher para a corte, Lula não quer passar a imagem de que se rendeu à pressão somente por causa da proximidade com a eleição. “Ele não pode passar a imagem de usar a condição de mulher para obter ganhos eleitorais”, disse um interlocutor próximo ao presidente.