A sucessão no Rio Grande do Norte ganhou novos contornos nos últimos dias com a decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) de buscar uma vaga de deputado estadual em 2026. A saída ainda não foi formalizada, mas já desafia o acordo firmado com a governadora Fátima Bezerra (PT) para sua sucessão.
O ponto central é que, com a renúncia, Walter não pretende assumir o governo estadual caso Fátima deixe o cargo em abril para disputar o Senado, movimento que ela já confirmou em encontros com dirigentes do PT.
De acordo com a Constituição, nesse tipo de situação, a Assembleia Legislativa pode realizar uma eleição indireta para escolher um governador tampão até o fim do mandato. A possibilidade já vem sendo discutida nos bastidores políticos do estado.
Aliados de Fátima reforçam que o projeto político que os elegeu em 2022 segue firme, com ela no Senado e Cadu Xavier (PT) como pré-candidato ao governo. Ao mirar a Assembleia Legislativa, Walter sinaliza uma mudança de estratégia que deve ser definida nos próximos meses.
A decisão do vice alimenta especulações sobre a manutenção da aliança PT-MDB e sobre como os próximos passos vão moldar o cenário eleitoral estadual.
