Um presidente de partido de centro, pedindo reserva, disse à coluna que a crise sem precedentes em Brasília “dá uma aquecida” em candidatos de direita que têm o impeachment de ministros do STF praticamente como pauta única.
O dirigente partidário, com 40 anos de vida pública, pondera que essa sensação pode arrefecer ou mesmo não se traduzir em resultados eleitorais. Mas, neste momento, acaba enfraquecendo nomes “mais equilibrados”.
“São candidatos monotemáticos que se aproveitam da constatação de que parcela da população ‘quer mesmo a cabeça’ de ministros do Supremo”, comentou o presidente.
Ele acrescentou que “gente que estava meio lateral na disputa começou a usar o momento para ganhar fôlego nos estados”, espremendo de vez o espaço para a discussão de propostas.

