A primeira reunião convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do ataque dos Estados Unidos à Venezuela terminou sem comunicados relevantes e uma segunda conversa foi marcada para o fim da tarde deste sábado, 3, no Itamaraty. 

O cuidado das autoridades brasileiras com a reação à ofensiva americana tem sido redobrado. Ao mesmo tempo que Lula condenou o ataque, o governo tem a preocupação de não retroceder no processo de reconstrução da relação com o governo dos Estados Unidos.

Do encontro pela manhã participaram os ministros José Mucio (Defesa), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Sidônio Palmeira (Secom) e Rui Costa (Casa Civil) – os três últimos, por videoconferência, assim como o presidente Lula, que está de férias na base da Marinha na Restinga de Marambaia (RJ). Também participaram representantes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

José Múcio afirmou que devido a muitos boatos que ainda correm em relação ao ataque, o governo achou necessário esperar por mais informações tanto dos Estados Unidos quanto de autoridades venezuelanas para definir, por exemplo, ações na fronteira por parte das Forças Armadas.

Número dois do Itamaraty, a embaixadora Maria Laura da Rocha disse que na reunião presidente Lula reafirmou o tom de condenação ao ataque expressado em nota divulgada pouco antes. Lula chamou a ação militar de inaceitável e disse que ela abre um “precedente perigoso” para a América Latina.

A embaixadora informou que não há brasileiros feridos nos ataques e que turistas que se encontravam na Venezuela não estão tendo problemas para sair do país. “Tranquilidade total em relação à comunidade brasileira. Os turistas que lá estão estão conseguindo sair tranquilamente”, disse.