Perto de perder o apoio dos partidos do centrão na eleição do ano que vem, o PT aposta nos rachas regionais para garantir força da campanha de Lula pelo país. Em entrevista coletiva na quarta-feira, 27, ao lado de dirigentes da base aliada do governo, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que o pleito de 2026 será regionalizado.

“Teremos uma dinâmica muito regionalizada, onde muitas vezes os partidos podem decidir uma posição e as lideranças nos estados vão construir alianças até contraditórias”, disse o presidente do PT.

Um dos ministros de Lula, Silvio Costa Filho, de Pernambuco, já garantiu à coluna, meses atrás, que não apoiará uma eventual candidatura de Tarcísio de Freitas, hoje no mesmo Republicanos do qual ele faz parte. Nessa terça-feira, 26, Lula cobrou dos demais ministros do centrão a mesma fidelidade.

Os rachas regionais, por exemplo, já garantiram em eleições passadas o apoio de setores do MDB a Lula e Dilma quando o partido não fazia parte da base aliada. Mesmo quando o MDB ia contra os petistas, como no impeachment de Dilma Rousseff, líderes regionais mantinham o suporte aos petistas, como as famílias Barbalho, no Pará, e Calheiros, em Alagoas.