Deputados do PL e do PT vêm procurando não se envolver publicamente na discussão da PEC da Blindagem. O texto foi pautado na Câmara dos Deputados, na quarta-feira, 27, mas foi adiado devido à falta de acordo sobre o Congresso poder cancelar inquéritos contra parlamentares.
Nos bastidores, tanto petistas, quanto bolsonaristas, vêm afirmando que a proposta pode parecer “muita blindagem” e que a articulação direta em defesa do projeto de lei não será positiva para nenhum lado.
Segundo pesquisa da Genial/Quaest, divulgada na última semana, 53% da população brasileira é contra a PEC da Blindagem.
A proposta era uma das prioridades da oposição por ser considerada uma ofensiva contra o Supremo Tribunal Federal. No entanto, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, disse que o partido irá recuar na discussão.
Tanto o PT, quanto o PL, estão deixando o Centrão liderar a discussão. O relator do texto é o deputado Lafayette de Andrada, do Republicanos de Minas Gerais.
O texto da PEC da Blindagem, como ficou conhecida, começou a ser discutido em 2021, ainda na gestão do ex-presidente da Câmara Arthur Lira, do PP de Alagoas. A proposta foi apresentada pelo deputado e atual ministro do Turismo, Celso Sabino, do União do Pará. Neste mês, Hugo Motta retomou a tramitação da proposta.