O PT quer evitar que este momento da pré-campanha presidencial fique restrito ao desgaste de Flávio Bolsonaro no caso envolvendo Daniel Vorcaro.
Embora petistas considerem que Lula se beneficia politicamente do desgaste do principal adversário, a avaliação interna é de que, a cinco meses da eleição, a campanha precisa apresentar temas positivos e pautas de confronto mais amplas. Também por isso, Lula evitou se aprofundar publicamente no episódio nos últimos dias, apesar das indiretas.
A aposta do partido é transformar temas sociais e econômicos em eixo central.
Entre as prioridades, está a tentativa de reverter o desgaste provocado pela chamada taxa das blusinhas. Integrantes do PT avaliam que a revogação da medida ainda poderá render dividendos políticos ao governo. Internamente, a compreensão é de que o desgaste causado pela taxa foi “muito grande para pouco resultado efetivo”, nas palavras de um deputado petista ouvido pela coluna.
Outra frente escolhida pelo PT será a segurança pública. A estratégia inclui insistir na recriação do Ministério da Segurança Pública e responsabilizar a oposição pelas dificuldades na aprovação da PEC da Segurança. O discurso preparado pelo partido é o de que a direita aposta apenas em “soluções simplórias” e não teria interesse real em enfrentar o problema estrutural da violência.
Além disso, a campanha de Lula já trabalha para capitalizar politicamente um esperado avanço do fim da escala 6×1 na Câmara.