Os próximos dias serão decisivos no Republicanos, partido presidido pelo deputado Marcos Pereira.

Há negociações em andamento com o PL de Flávio Bolsonaro envolvendo acordos em estados estratégicos para a legenda. Não por acaso, o PL trabalha para fechar uma coligação com o Republicanos. A decisão pode sair a qualquer momento.

Como a coluna revelou, havia uma forte tendência de que a aliança fosse concretizada. O cenário, porém, mudou quando uma ala lulista do partido passou a defender internamente a neutralidade. O argumento é que, em caso de reeleição de Lula, manter distância da disputa presidencial fortaleceria o Republicanos na negociação por mais ministérios a partir de 2027.

Os principais defensores dessa tese são o líder da bancada na Câmara, Augusto Coutinho (PE); o ex-ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho (PE); e o presidente da Câmara, Hugo Motta (PB). Este último, aliás, tenta, com dificuldade, garantir o apoio de Lula à candidatura do pai ao Senado.

Há, porém, um grande obstáculo à neutralidade, além dos acordos regionais: Tarcísio de Freitas. O governador de São Paulo, candidato à reeleição, resiste a mergulhar na campanha de Flávio, mas, na avaliação de um grupo do Republicanos, deixar de se coligar com o PL prejudicaria os planos para o futuro, já que ele (ainda) depende do eleitorado bolsonarista.