A Secom está preocupada com o impacto negativo do programa de crédito consignado do FGTS. A equipe de Sidônio Palmeira estuda fazer uma campanha para valorizar essa modalidade de empréstimo, já que as pesquisas mostram que a repercussão negativa é bem superior à aprovação.
O monitoramento do governo é semelhante ao que apurou a Quaest nesta quinta-feira, 27, para a GloboNews. De acordo com o instituto de pesquisa, de 785 mil menções na internet feitas de 19 a 27 de março, 67% são críticas ao governo.
O governo enfrenta uma situação diferente da crise do Pix, quando as críticas estavam concentradas em perfis de direita e extrema-direita, com muitas postagens de desinformação e notícias falsas. Agora, além da oposição ao governo, Lula tem de lidar com as críticas da ala progressista do país, com influenciadores de grande poder de mobilização, como Nath Finanças e Gil do Vigor. A maior preocupação é com o endividamento dos trabalhadores e o comprometimento do FGTS.
Do ponto de vista político, a situação piorou com Gleisi Hoffmann, que chamou o programa de “empréstimo do Lula”. Enquanto o Novo procurou o TCU para que investigue essa personalização de um ato de governo, nas redes sociais a declaração da ministra — que apagou o vídeo, mas o print é eterno — incendiou o debate.
No dia da publicação do vídeo de Gleisi, o assunto teve um alcance de aproximadamente 75 milhões de impressões nas 4 plataformas monitoradas (X, Facebook, Instagram e TikTok), avaliou a Quaest, mas o tema perdeu tração nos dias seguintes. A ministra apagou o vídeo e voltou a falar sobre o programa, mas sem usar o termo “empréstimo do Lula”.
No início do ano, com a crise do Pix, o governo chegou a encomendar campanhas para defender o governo, mas acabou desistindo da ideia ao perceber que o tema estava esfriando. Agora, o monitoramento continua acompanhando os desdobramentos.