Enquanto a medida do mercado ainda espera um crescimento de 1,8% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2026, segundo o relatório Focus do Banco Central, as principais instituições financeiras do país iniciaram um processo de revisão das estimativas e projetam um resultado melhor, de 2%. Entre os economistas há quem indique que o resultado pode ser ainda maior, se novas medidas de estímulo fiscal forem adotadas pelo governo. 

Essa é a avaliação do Itaú Unibanco, que revisou de 1,7% para 1,9% a projeção para o PIB deste. Segundo o economista-chefe da instituição financeira, Mário Mesquita, a mudança decorreu de uma alteração positiva na expectativa do crescimento global, que favorece o Brasil.

Além disso, o ambiente externo favorável, com dólar mais fraco, ajuda países emergentes. Para além disso, os juros altos têm atraído capital estrangeiro. Mesquita ainda afirmou que o viés para o PIB, neste momento, é de alta diante da possibilidade de novas medidas de estímulo em ano eleitoral. Na prática, o PIB pode ser maior se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolver abrir o “saco de bondades”. 

Na XP, a previsão de crescimento subiu de 1,7% para 2%. Segundo o economista Rodolfo Margato, a atividade econômica deve acelerar em 2026, puxada por estímulos de renda e crédito. Ele afirmou que a renda real disponível às famílias deve crescer de forma significativa neste ano, apoiada por um mercado de trabalho apertado, maiores transferências fiscais e pelos efeitos da reforma do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física).

“Além disso, esperamos forte expansão dos gastos de governos estaduais, aumento do crédito direcionado às empresas – liderado por bancos públicos – e aceleração do crédito consignado para trabalhadores do setor privado. Em nossa avaliação, esses fatores devem mais do que compensar os efeitos da política monetária contracionista”, afirmou. 

Apesar das revisões de mercado, o Ministério da Fazenda é mais otimista e projeta uma expansão de 2,3% da geração de riquezas no país em 2026.