Os dois líderes da corrida pelo Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, tiveram compromissos de campanha no Rio de Janeiro neste sábado, 22, e focaram seus discursos no combate à violência e ao crime organizado, um dos temas de maior preocupação dos eleitores antes de decidir em que votar neste ano.
Em um comício ao lado do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), Lula prometeu tirar bandidos da rua e devolver à população os territórios do Rio dominados pelo crime, mas sem espetacularização – ou, nas palavras dele, “sem carnaval”. O petista voltou a prometer a criação de um ministério específico para a área de segurança pública, uma providência que chegou a ser considerada em seu atual mandato, mas ficou apenas nos planos. O evento foi realizado no estádio de Moça Bonita, em Bangu.
“Vamos tirar o bandido do território de vocês e devolver o território ao povo do Rio de Janeiro. Pode ficar certo, vamos fazer sem carnaval, sem pirotecnia. Vamos dizer: a rua é do povo, a vila é do povo, a escola é do povo, a padaria é do povo, não é do bandido”, disse o presidente.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, participou também do lançamento da candidatura de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio, no ginásio do Maracanãzinho. Alguns tons acima do discurso de Lula sobre segurança, ele disse que se for eleito ” bandido vai ser tirado de circulação em pé ou deitado, porque quem tem que andar nas ruas é a população”.
O candidato do PL indicou não estar preocupado com a possibilidade de ser visto como um político radical nas pautas de segurança. “Ah, ‘o Flávio é radical’. Não gostou? Vota no defensor de bandido”, prosseguiu, prometendo “declarar guerra” e “neutralizar” integrantes de facções criminosas e milícias, além de enquadrar esses grupos na lei antiterrorismo. Ele também defendeu a castração química de estupradores e a redução da maioridade penal.

