Após a decisão do ministro Fernando Haddad (Fazenda) de atender ao pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de se candidatar ao governo de São Paulo, as conversas sobre a chapa petista se intensificaram e, no caso da ministra Marina Silva (Meio Ambiente), falta definir o papel que ela desempenhará nas eleições.
Marina tem expectativa de se candidatar ao Senado, no entanto, uma parcela do PT em São Paulo espera que ela se filie à legenda, mas para concorrer a uma vaga na Câmara. “Ela poderia ajudar a puxar votos e aumentar a bancada”, justificou um petista.
Em 2022, pela Rede, Marina obteve 237 mil votos pela federação PSOL-Rede, que elegeu, além dela, os deputados Guilherme Boulos (PSOL), Erika Hilton (PSOL) e Sâmia Bonfim (PSOL). Nesta segunda-feira, 10, os dois partidos renovaram a federação até 2030.
No final do ano passado, Marina chegou a negar a intenção de disputar as eleições deste ano, mas depois se colocou à disposição para atender a um pedido de Lula. A ideia de lançar a ministra ao Senado foi do presidente, com o argumento de que também é uma prioridade do partido fazer uma bancada forte no Senado para enfrentar a direita em um eventual quarto mandato. Com a preferência do PT por sua candidatura à Câmara, a decisão final vai depender de uma conversa da ministra com Lula.
Filiada à Rede, Marina ensaia mudar de legenda e o PT é uma das possibilidades. Essa definição está relacionada ao papel que ela vai desempenhar nas eleições.
Marina conquistou os primeiros mandatos pelo PT do Acre, estado pelo qual se elegeu senadora por dois mandatos. Deixou o partido em 2009, quando saiu do Ministério do Meio Ambiente por divergências com o governo de Lula na área ambiental. Candidatou-se três vezes à Presidência da República, pelo PV, pelo PSB e pela Rede. Em 2022, também pela Rede, elegeu-se deputada por São Paulo.
Se a ministra optar por concorrer a mais um mandado de deputada, os nomes mais cotados para disputar o Senado na chapa e Haddad são a ministra Simone Tebet (Planejamento) e Márcio França (Empreendedorismo). Mas o PT ainda tenta negociar uma dessas vagas, ou a de vice-governador, com partidos de centro.
