Como o PlatôBR mostrou, Lula terá um dilema na montagem de um eventual quarto governo: reforçar a Esplanada com eleitos em outubro ou garantir uma base mais sólida no Congresso.

No caso de Simone Tebet, já há um caminho: se eleita por São Paulo, onde lidera as pesquisas, a ex-ministra do Planejamento deve permanecer no Senado por desejo do próprio Lula.

Ironicamente, foi justamente no Senado que Simone ganhou projeção nacional, durante o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. Na ocasião, votou a favor da cassação da petista. Seis anos depois, disputou a Presidência da República e, no segundo turno, tornou-se uma das principais fiadoras da frente ampla que levou Lula de volta ao Planalto.