Enquanto uma ala mais radical e ideológica do Palácio do Planalto defende que o governo deve acionar a Lei da Reciprocidade para sobretaxar os Estados Unidos em resposta ao novo tarifaço, a ala mais moderada do governo ganhou apoio do setor privado contra o acionamento da norma.
Nas conversas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve com empresários nos últimos dias e nas reuniões realizadas pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, pelo ministro Márcio Elias Rosa (MDIC) e pelo ministro Dario Durigan (Fazenda), a maioria dos apelos tem sido por racionalidade nas negociações.
A avaliação no setor privado e entre os industriais afetados pelo tarifaço é de que uma resposta enérgica pode desencadear mais tarifas e restrições para os brasileiros, o que poderia ampliar os prejuízos para o país, tamanha é a imprevisibilidade do presidente Donald Trump.
Lula tem sido aconselhado pela ala moderada do governo e pelos empresários a manter o discurso retórico contra Trump, mas sem medidas enérgicas que possam piorar a situação para o setor privado.

