Mesmo depois da nota oficial do PP confirmando a neutralidade do partido na corrida presidencial, lideranças políticas ouvidas pela coluna pregam cautela.
“Calma. Ainda tem jogo”, afirmou um dirigente do União Brasil, partido que integra a federação com o PP.
“Ainda pode mudar de novo”, reforçou um presidente de legenda de centro.
Os partidos têm até a próxima quarta-feira, 5 de agosto, para oficializar as chapas. Até lá, prevalece o que os próprios políticos costumam chamar de “tempo da política”.
Estes são os principais cenários, com diferentes graus de probabilidade:
* PP-União e Republicanos mantêm a neutralidade, e o PL acaba lançando uma chapa pura, com um vice do próprio partido. Michelle Bolsonaro é considerada pouco provável, mas não está totalmente descartada. Deputados do PL aparecem como alternativas, assim como o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho.
* O PP recua da neutralidade e indica a senadora Tereza Cristina para a vice de Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, o Republicanos tenderia a acompanhar o movimento.
* PP-União confirma a neutralidade, mas o Republicanos decide apoiar Flávio Bolsonaro. A ex-presidente da Caixa Daniella Marques desponta como principal nome para a vice.
* Uma reviravolta leva o clã Bolsonaro a abrir mão da cabeça de chapa. Nessa hipótese, defendida por uma ala do agronegócio, Tereza Cristina poderia ser lançada como candidata ao Palácio do Planalto.

